Mostrando postagens com marcador PSDB nunca mais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSDB nunca mais. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de outubro de 2010

Lula, o adorável "analfabeto"


por Pedro Lima (Economista e Professor de Economia da UFRJ)

"Lula, que não entende de sociologia,
levou 32 milhões de miseráveis e pobres
à condição de consumidores;
e que também não entende de economia; 
pagou as contas de FHC,
 
zerou a dívida com o FMI
 e
ainda empresta algum aos ricos;

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi],
e ainda criou o PRÓ-UNI,
que leva o filho do pobre à universidade
[meio milhão de bolsa para pobres
em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças
nem de contas públicas, 
elevou o salário mínimo de
64 para mais de 291 dólares [valores de
janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.


Lula, que não entende de psicologia,
levantou o moral da nação e disse que o
Brasil está melhor que o mundo.
Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia,
nem de mecânica,
nem de nada, 
reabilitou o Proálcool,

acreditou no biodiesel e levou o país
à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta]. 

Lula, que não entende de política,
mudou os paradigmas mundiais e 
colocou o Brasil na liderança
dos países emergentes,
passou a ser respeitado 

e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de
conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos
da América Latina, onde exerce
liderança absoluta sem ser imperialista.
Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc.
Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de
mulher nem de negro,
colocou o primeiro negro no Supremo e
uma mulher no cargo de primeira ministra,
e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta,
sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento,
nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC;
antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é
hora de o Estado investir; 
hoje o PAC é um amortecedor da crise.
 
Lula, que não entende de crise,
mandou baixar o IPI e levou a
indústria automobilística a
bater recorde no trimestre
[como também na linha branca de eletrodomésticos].


Lula, que não entende de português
nem de outra língua, tem fluência entre
os líderes mundiais; 
é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual
[o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...]. 


Lula, que não entende de respeito a seus pares,
pois é um brucutu,
já tinha empatia e relação direta com George Bush -
notada até pela imprensa americana -
e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato,
pois era apenas um agitador...
é amigo do tal John Sweeny
[presidente da AFL-CIO -
American Federation Labor-Central
Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]
e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia,
pois não sabe interpretar um mapa
é autor da maior mudança geopolítica
das Américas na história.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado,
age com sabedoria em todas as frentes e se
torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história,
pois é apenas um locutor de bravatas;
faz história e será lembrado por um grande
legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de
conflitos armados nem de guerra,
pois é um pacifista ingênuo,
já é cotado pelos palestinos para
dialogar com Israel.


Lula, que não entende nada de nada...
é bem melhor que todos os outros...!

OBSERVAÇÃO: DESCULPEM-ME OS NAO-LULAS MAS COMO RECEBO MUITOS EMAILS IRONIZANDO E FALANDO HORRORES DELE ACHO QUE TENHO O DIREITO DE ENVIAR UM UNICO EMAIL QUE FALE BEM DESSE MARAVILHOSO "ANALFABETO".
SAUDAÇÕES BRASILEIRAS!"
FONTE: Blog do Rogelio Casado

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel



por Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:

"Passava das 9 da noite dessa quinta-feira (21) e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.

Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.

Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.

Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.

Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.

A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.

Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.

Serra e Kamel não sentiram vergonha."

Mensagem do Lula aos Militantes Digitais

Mulheres com Dilma

Manifesto Mulheres com Dilma por um Brasil soberano, justo e igualitário.

Para assiná-lo e divulgá-lo faça o seguinte: clique em encaminhar (só assim você conseguirá acrescentar seu nome), acrescente seu nome no final da lista e envie para seus contatos. Pedimos a gentileza de enviar com cópia para: manifestomulherescomdilma@gmail.com

MANIFESTO

Nós formamos uma onda, nós somos um movimento que se espalha pelo país. Nós somos Mulheres com Dilma Para Presidenta do Brasil. Somos negras, somos brancas, somos trabalhadoras, somos indígenas, somos mães, somos lésbicas, somos rurais, somos urbanas, de todas as regiões, com diferentes credos e convicções políticas. E, assim como Dilma, somos mulheres que sempre lutaram pela Democracia e por um país com justiça social.

Nestas eleições, queremos dizer ao mundo que não podemos abrir mão de todas as conquistas sociais e do trabalho, construídas nos oito anos do Governo Lula. Não queremos retrocessos. Queremos avançar na construção de um Estado democrático, com soberania nacional. Queremos um Estado que respeite todas as religiões, mas que não seja controlado por nenhuma delas

Vamos seguir em frente organizadas e decididas a nos manter em movimento permanente pela democracia no país e no mundo. Queremos construir novas formas de organizar a vida social, com paz, com direitos, queremos uma nova economia, justiça ambiental e redistribuição da riqueza produzida. Queremos uma vida sem violência, com liberdade e com autonomia. Queremos partilhar e transformar os espaços públicos de poder e decisão.

Para nós Dilma é parte da heróica geração que cumpriu um papel democrático na luta contra a ditadura militar, é parte das forças que impulsionaram a democracia ativa no nosso país, é parte comprometida com a reconstrução das funções públicas do Estado brasileiro e com a promoção de uma inserção soberana dos países do sul no diálogo internacional.

Estamos com Dilma porque nela reconhecemos coragem, compromisso e ousadia para aprofundar os processos iniciados no Governo LULA.

Estamos com Dilma para barrar o retorno ao poder do projeto liberal conservador.

Estamos com Dilma por uma educação inclusiva, não-sexista e não-racista, pela garantia da saúde e o pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, por seu compromisso em promover a nossa autonomia econômica.

Estamos com Dilma pelo direito a terra, aos recursos econômicos e ao desenvolvimento rural sustentável para as mulheres do campo e pela da ampliação dos investimentos em projetos de infraestrutura, moradia e mobilidade que melhorem a vida das mulheres.

Estamos com Dilma pela garantia e compromisso com o enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher, ampliando-se os recursos necessários à implementação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e à adequada aplicação da Lei Maria da Penha.

Estamos com Dilma pela garantia do fomento ao desenvolvimento de políticas que viabilizem o compartilhamento das tarefas domésticas e de cuidados, entre homens, mulheres, Estado e sociedade. Sabemos que a eleição de Dilma representa um passo importante na construção da igualdade entre homens e mulheres e que apenas o projeto que ela representa garantirá nosso avanço em direção a uma sociedade mais justa, solidária, igualitária e soberana.

Estamos com Dilma porque queremos ser protagonistas das mudanças que farão deste um país mais justo e igualitário.

Nós subescrevemos:

Silvia Camurça, socióloga, educadora popular feminista, integrante do SOS Corpo e militante da AMB
Laisy Moriére - Socióloga
Terezinha Gonçalves - Economista (BA)
Karen Vaidyanathan - Estudante C. Sociais/UFBA
Maria Balduina Gonçalves da Silva - Professora aposentada (BA)
Ana Maria Marques - Professora Adjunta do Departamento de História da UFMT
Maria jardim- Pesquisadora/socióloga
Luciene Assunção da Silva
Fátima Almeida - União Brasileira de Mulheres Regional Bahia
Robertha G. G. de Barros
Elza Maria Campos - Assistente Social e Professora - Coordenadora Nacional da UBM
Mariana Azevedo de Andrade Ferreira –Socióloga, integrante do Grupo de estudos em gênero e masculinidades da UFPE
Carla Gisele Batista, mestranda do PPGNEIM/UFBA
Verônica Ferreira, Assistente Social, SOS CORPO Instituto Feminista para a Democracia e Fórum de Mulheres de PE/Articulação de Mulheres Brasileiras -
Zilda Martins de Quadros - Servidora Pública - UBM / AMB – Chapecó
Cláudia Costa, CP Articulação de Mulheres Brasileiras Sergipe.
Lucia Helena Souza Martins -Socióloga da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Professora do Governo do Estado do Rio de Janeiro
Mônica Jácome, psicóloga, ICEI / Fórum de Mulheres de Pernambuco
Isabel Cristina de Lima Lisboa- professora e Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Belo Horizonte- MG
Márcia Sousa e Cruz - Atriz & Educadora e membro doFórum de Mulheres de Pernambuco
Ana Maria Veiga -Doutoranda em História - Universidade Federal de Santa Catarina
Livia Martins Carneiro, médica
Maria Helena Souza da Silva – Salvador
Rosemeri Moreira – Doutorando UFSC
Mariana Karilena Moura da Silva – Coletivo de Jovens Feministas PE
Joyce Alves Silva, estudante, Grupo Labris (Grupo de Mulheres Lésbicas do Recife).
Maria Balduina Gonçalves da Silva – Professora aposentada – BA
Rachel Moreo – Psicóloga e Pesquisadora – SP
Marcia Barral – Secretaria Adjunta – SBC – SP
Cibele Simão Lacerda – Psicóloga/ Funcionária Pública – SP
Profa. Dra. Maria Luiza de Carvalho Armando - Universidade Federal do R. G. do Sul
Taysa Soares - Educadora - Casa da Mulher do Nordeste
Manuella Donato, internacionalista, Recife - PE
Sônia Malheiros Miguel
Terezinha Gonzaga - arquiteta (SP)
Elinalva Barros dos Santos - Estudante de Direito/Faculdade de Ilhéus
RUTE ROSA
Fanny Bittencourt Daniel - psicóloga (ES)
Lourdes Bandeira, Socióloga, profa. do Depto de Socioogia da Universidade de Brasília-UnB
Fabiana Mesquita- Jornalista Ambiental e Arte-Educadora (SP)
Mayra Barbosa Guedes - Professora UFJF, MG
Maria Teles dos Santos – Sergipe
Elisabeth Bolini Narciso - Tec. Adm Prefeitura Municipal SP (SP)
Maria Aparecida Alves da Silva
Carime Rossi Elias
Joana Maria Pedro - Professora do Departamento de História da UFSC e membro da coordenação do IEG - Instituto de Estudos de Gênero
Marta Akemi Horii - Assistente Social (SP)
Sandra de Sá Carneiro - Antropóloga, professora da UERJ
Denise Pereira Silva (professora de História)
Ines Brito – Vice- Prefeita Ceres-Go
Estela Aquino - Professora universitária (UFBA)
Vivian Farias – Coord. Nacional de Organização da JPT - Secretária de Comunicação PT – PE
Lícia Brancher -produtora audiovisual (Florianópolis/SC)
Bernadette Siqueira Abrão – jornalista – Cotia/SP
Maria Lúcia de Arruda Aranha – Filósofa – São Paulo/SP
Maria A parecida de Oliveira Martins – Franca – SP
Maria de Fátima Silva - educadora Social
Leila de Menezes Stein – UNESP
Maria Aparecida de Moraes Silva – professora e socióloga/UNESP E UFSCar
Elisabeth Maria Cardoso - Engenheira Agrônoma - CTA/ZM
Cecy Helenize Prestrello - Assistente Social - PE
Maria de Nazareth Baudel Wanderley - Professora
Leila de Menezes Stein (Unesp)
Cristina Chacel, jornalista, Rio de Janeiro
Ana Carolina Silva -Assessora da CUT
Clarice Barreto Linhares, Socióloga/professora - Sinpro Minas
Carmen Lúcia Bezerra Bandeira, pedagoga.
Suely de Oliveira – Psicóloga – PE
Agna Kelly da Silva – Estudante de Psicologia _ PE
Giovanna Marchi - Estudante de Jornalismo (PE)
Maria Mazarelo Rodrigues- Pedagoga (PE)
Márcia Raposo - Pedagoga
Maria C. Raposo - T.O
Lourdes Maria Antonioli
Glaucia Helena de Souza - Professoa de História
Conceição Nascimento - Arquiteta/RJ
Sonia Travassos - Antropóloga/RJ
Gervânia Maria Dos Santos Camilo
Gisele Fernanda Alves Lopes - Cientista Social
Francisquinha Corado da Silva
Regina Dalcastagnè, professora de literatura, Universidade de Brasília
Dina Susana Mazariegos, Mestre em Antropologia Social
Guacira Cesar de Oliveira
Zahidé Lupinacci Muzart - professora de literatura – UFSC
Marlene de Fáveri - profa. de Historia da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC
Claudia de Lima Costa- UFSC
Simone Ferreira/Educadora Feminista do SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia
Silvia Maria Cordeiro -Rede Mulher&Democracia
Maria Juracy Filgueiras Toneli - professora do Departamento de Psicologia da UFSC
Débora Reina, museóloga - Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.
Paula Pinhal de Carlos - aluno do Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas UFSC
Luzinete Simões Minella – professora e pesquisadora da UFSC
Eunice Lea de Moraes Sociologa, professora da UFPA
Marli Márcia da Silva - APEMAS
Mara Coelho de Souza Lago - Professora PPGICH e PPGP/ UFSC
Marlise Matos -Professora AdjuntaDepartamento de Ciência Política – UFMG
Maria Amelia Schmidt Dickie – antropóloga -Florianopolis, SC
Ione Maria Ferreira de Oliveira - Professora Universitária – UFMG
Graciete Santos – socióloga -Forum de Mulheres de Pernambuco; Forum Brasileiro de Economia Solidária
SHIRLEY WALQUIRIA ALVES GOMES VIANA – Casa da Mulher de Pernambuco
Tayane Lino -Articulação Femininas do GUDDS! - AFUDDS! Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual! - GUDDS!
Wagnerdalena Batista de França – Auxiliar administrativo – Casa da Mulher do Nordeste
Maria Marli de Almeida Romão Coordenadora Programa Mulher & Vida Rural - PE
Tarcila de Castro e Silva Machado, Psicóloga, autônoma, Brasília
Vanessa Schottz ,Nutricionista ,Secretária Executiva do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional
Maria Betania Ávila - Socióloga, Feminista, Pesquisadora do SOS Corpo
Rosa Maria Blanca, Artista-Professora, Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades/NIGS/UFSC
Sônia Weidner Maluf - Professora de Antropologia da UFSC
Rosali Maria Becker- Assistente Social - Fundação Gaucha do Trabalho e Ação Social (FGTAS)
Francisca Vasconcelos
Claudia Mayorga/ Professora UFMG
Raquel Versieux - artista plástica / estudante UFMG
Célia Maria Alves - Goiânia
Matheus Cherem - Estudante universitário NEPEM/UFMG
Vera Soares - física - professora e militante feminista
Tica Moreno, socióloga, militante da Marcha Mundial das Mulheres e integrante da SOF
Renata Cristina Belarmino, Psicóloga, Membro do Núcleo de Psicologia Política e do Grupo Psicologia e Feminismos UFMG
Lyvia Tavares Felix do CarmoEstudante – UFRPE – FMPE
Rosani Maria Becker - Professora - Escola Privada
Josina Magalhães
Mª Regina Azevedo Lisbôa - Professora de Antropologia e membro do Instituto de Estudos de Gênero 
(IEG)/UFSC
Rita de Cássia Ramalho
Cristina Dorigo Sec.Est. Mulheres do PT/RJ
Edinete Gomes da SilvaAgente Comunitária de Saúde ,Grupo de mulhere Jurema / Ouricuri - PE
Cristina Scheibe Wolff -Universidade Federal de Santa Catarina
Ivaloo G. Gusmão - assistente social (SP)
Helena Argolo – Advogada
Luiza Benicio – Antropóloga
Maria Benicio – Profa. Licenciada
Lucia Benicio – Estudante Ciências Sociais
Leyde Pedroso
Rita Ramalho
Ana Maria Prestes, cientista política
Raquel Auxiliadora dos Santos - membro do Coletivo Nacional de Mulheres do PT - São Carlos - SP
Girlayne Carvalho
Daniele Cima - Assistente Social Secretaria de Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos de Itapema – SC
Karliane Macedo Nunes - Jornalista e Professora da UFAM
Maria Audirene de Souza Cordeiro - Linguísta e Professora da UFAM
Anna Christina Bentes - Professora Universitária, Departamento de Linguística, IEL/UNICAMP

domingo, 17 de outubro de 2010

Verde que te quero não só verde, mas amarelo, vermelho, azul e branco

Queridos leitores:

Fiquei sem escrever por uns dias por conta da participação na III ALED-Regional, em Recife, em homenagem a Luiz Antonio Marcurschi, nosso querido mestre. Tive a honra de participar de uma mesa com Ingedore Koch e Neyla Pardo. O tema era sobre as relações entre texto e sociedade. Nunca imaginaria que nossa mesa pudesse contribuir de forma tão efetiva para o momento histórico que estamos vivendo no Brasil. Há exatamente 09 anos atrás, vivemos uma situação parecida, mas a esperança venceu o medo, o Brasil cresceu e tornou-se literalmente o país do futuro. Com Lula Presidente do Brasil.

Hoje, estamos todos nós, aqueles que participaram de nossa mesa-redonda e que nos aplaudiram ao final por defendermos uma educação e uma mídia de qualidade neste país, aqueles que estamos atuando na blogosfera e que desvendamos o caso da gráfica de Guarulhos, aqueles que estamos empenhados em produzir e divulgar não apenas informações básicas nesta campanha, por todos os meios eficazes que somos capazes de mobilizar, mas também empenhados em desconstruir preconceitos e atitudes de violência e destruição, aqueles que possuem internalizados os princípios e os valores democráticos e que são profundamente comprometidos com os excluídos e com a ética pressuposta na declaração dos direitos humanos, estamos, todos, esses e muitos, muitos outros, contribuindo enormemente para a reeducação política deste país.

O debate de "alto nível" sobre um projeto de estado não está acontecendo. Mas estamos vendo novamente as forças vivas da sociedade se mobilizando. Mesmo que discordemos de forma muitas vezes veemente, para não dizer violenta (por exemplo, recebi um mail me mandando à merda porque respondi uma mensagem sobre a suposta defesa de Dilma da legalização do aborto com dados sobre os muitos indícios de corrupção do governo do PSDB em São Paulo), é importante que estas forças se manifestem e, como disse o Cazuza, "mostrem a sua cara".  

Nem sempre a cara dessas forças é bonita. Ela é feia, muito feia mesmo, tal como aquelas que vimos vicejar e crescer na época da segunda guerra mundial, da guerra do Vietnã e na época da guerra contra o Iraque, empreendida pelo governo Bush, o mesmo governo que reforçou e aprofundou o fundamentalismo religioso nas escolas americanas. E nas tantas outras e contemporâneas épocas de brutalidade e repressão

Não sei se posso dizer que há alguma ilusão em relação ao ressurgimento mais explícito dessas forças no Brasil. Elas estavam apenas domesticadas, contidas pela enorme capacidade de articulação e de conciliação do governo Lula.

Mas a defesa da democracia e do estado laico para mim não é uma ilusão. É uma luta na qual cada um de nós deve se empenhar fortemente nesse momento. É uma luta pela qual muitos morrreram e pela qual Dilma foi barbaramente torturada.

Por isso, nesse momento, a luta deve se concentrar na nossa capacidade de responder com calma e com precisão aos ataques a estas duas instituições fundamentais para a sociedade brasileira. Esta nossa sociedade que já sofreu tanto nas mãos de ditadores e de governos vendidos aos interesses imperalistas internacionais

Por isso, nesse momento, a independência me parece um equívoco porque ela não é uma neutralidade, mas um posicionamento que, na verdade, deixa ao Deus dará aqueles que tanto acreditaram em uma proposta que parecia querer reinventar a roda. Isso não se faz a não ser processualmente e por meio de escolhas muito específicas. A capacidade de escolher não é apenas do povo, mas também, e principalmente, de suas lideranças, daqueles que dizem defender "o interesse público". Mas a história julgará e mostrará o papel de cada um de nós nesse processo.

Eu me orgulho do meu posicionamento. Espero que a maioria dos brasileiros possa se orgulhar do seu.

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Manifesto de Professores Universitários em Defesa da Educação Pública



MANIFESTO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Fábio Konder Comparato, USP
Carlos Nelson Coutinho, UFRJ
Heloisa Fernandes, USP
Theotonio dos Santos, UFF
Emilia Viotti da Costa, USP
José Arbex Jr., PUC-SP
Marilena Chaui, USP
João José Reis, UFBA
Joel Birman, UFRJ
Leda Paulani, USP
Dermeval Saviani, Unicamp
João Adolfo Hansen, USP
Flora Sussekind, Unirio
Otávio Velho, UFRJ
Renato Ortiz, Unicamp
Luiz Renato Martins, USP
Maria Victoria de Mesquita Benevides, USP
Enio Candotti, UFRJ
Glauco Arbix, USP
Laymert Garcia dos Santos, Unicamp
Franklin Leopoldo e Silva, USP
Luis Fernandes, UFRJ
Antonio Carlos Mazzeo, Unesp
Wander Melo Miranda, UFMG
Ronaldo Vainfas, UFF
Caio Navarro de Toledo, Unicamp
Celso Frederico, USP
Armando Boito, Unicamp
Henrique Carneiro, USP
Angela Leite Lopes, UFRJ
Afrânio Catani, USP
Otavio Soares Dulci, UFMG
Laura Tavares, UFRJ
Wolfgang LeoMaar, UFSCar
João Quartim de Moraes, Unicamp
Ildeu de Castro Moreira, UFRJ
Scarlett Marton, USP
Emir Sader, UERJ
Sidney Chalhoub, Unicamp
Marcelo Perine, PUC-SP
Flavio Aguiar, USP
Léon Kossovitch, USP
Celso F. Favaretto, USP
Benjamin Abdalla Jr., USP
Irene Cardoso, USP
Vladimir Safatle, USP
José Ricardo Ramalho, UFRJ
Gilberto Bercovici, USP
Ivana Bentes, UFRJ
José Sérgio F. de Carvalho, USP
José Castilho de Marques Neto, Unesp
Maria Ligia Coelho Prado,USP
Peter Pal Pelbart, PUC- SP
Sergio Cardoso, USP
Ricardo Musse, USP
Consuelo Lins, UFRJ
Iumna Simon, USP
Vera da Silva Telles, USP 
(.... no momento em que publico esse post, a lista reúne 679 assinaturas...)


Para assinar o manifesto, acesse o blog: 

8 anos de privataria X 8 anos de soberania




Esse vídeo é excelente: compara os 8 anos de FHC/Serra e os 8 anos do governo Lula/Dilma. Recomendo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O mercador do pré-sal



por Eduardo Guimarães, em seu blog

"O uso de qualquer arma pela campanha de José Serra, que está recorrendo à difamação da adversária, Dilma Rousseff, por todos os meios, com todo tipo de acusação, o que inclui até a vida sexual dela, e o espantoso apoio que os maiores jornais, revistas e televisões estão dando à estratégia difamatória, tudo isso não acontece só pela retomada do poder.

Você nunca viu uma campanha eleitoral como esta. Mesmo Fernando Collor de Mello, em 1989, jamais chegou ao ponto de difamar Lula usando homossexualidade ou acusações de que ele matava criancinhas. A campanha de difamação movida contra Dilma é a maior que este país já viu e utilizando “acusações” que em pleno século XXI são espantosas e inéditas.

Tudo isso só para se eleger presidente?

Os livros de história contarão a verdade sobre a campanha mais insidiosa contra uma única pessoa que fora empreendida até então no país. O que leva um único homem a se tornar beneficiário e autor de um processo tão repugnante e a grande imprensa de uma nação com a visibilidade do Brasil a se acumpliciar a ele?

O Brasil de 2002 e de 2006 não valia o preço de o candidato da direita e a imprensa conservadora irem tão longe. Não valia porque não existia neste país a riqueza que atualmente é a mais cobiçada da face da Terra, tão cobiçada que fez os Estados Unidos desencadearem uma onda de guerras contra países produtores de petróleo a fim de garantirem para si o abastecimento de um produto que escasseia no mundo e sem o qual esse país invasor poderia parar, literalmente.

É o pré-sal, estúpido. A Petrobrás, sob o governo Lula, tornou-se a quarta empresa mais valiosa do mundo. Um grupo político que consiga viabilizar a entrega dos subsolo brasileiro às petrolíferas multinacionais, exatamente como o governo Fernando Henrique Cardoso fez em 1997, ganhará dinheiro que sobrará aos seus descendentes daqui a mil anos.

As reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal do litoral brasileiro estão dentro da área marítima considerada zona econômica exclusiva de nosso país. São reservas com petróleo considerado de média a alta qualidade, segundo a escala API.

O conjunto de campos petrolíferos do pré-sal se estende do litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d’água e entre quatro e seis mil metros de profundidade.

Apenas com a descoberta dos três primeiros campos do pré-sal – Tupi, Iara e Parque das Baleias – as reservas brasileiras comprovadas, que eram de 14 bilhões de barris, aumentaram para 33 bilhões de barris. Além destas, existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.

Há estimativas de que o preço do barril do petróleo deve chegar até a 80 dólares no ano que vem. Se tivermos, no limite, 100 bilhões de barris de petróleo enterrados no mar que banha as nossas praias, estaremos falando de OITO TRILHÕES DE DÓLARES.

Só para se ter idéia de quanto dinheiro é, basta dizer que o PIB dos EUA em 2009 foi de 14 trilhões de dólares. Ou seja, o Brasil pode ter mais da metade do PIB americano enterrado em seu litoral. Quanto vale a comissão de quem intermediar a venda de uma riqueza desse quilate? 1, 2 ou, quem sabe, até uns estupefacientes 3%?!

Muito dinheiro, não? Quem acha que há homens que matariam a própria mãe por tanta riqueza e poder?

Quem seriam esses homens? Penso que são aqueles que desde que se confirmou a riqueza imensurável que há em nosso subsolo apressaram-se em defender a privatização do subsolo brasileiro que o governo FHC promoveu, sobretudo em 1997 quando vendeu um enorme pedaço da Petrobrás.

As operações de exploração e produção de petróleo foram conduzidas pela Petrobrás de 1954 a 1997. Depois de 40 anos de monopólio da empresa, o trabalho de exploração, produção, refino e transporte do petróleo no Brasil foi permitido a empresas estrangeiras em 1997, quando Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei N° 9.478, que gerou a permissão.

Não é por outra razão que o PSDB e o PFL (agora disfarçado de “democratas”) propõem o regime de concessão para exploração do pré-sal enquanto que o governo Lula defende o regime de partilha.

No regime de concessão, que os tucanos implantaram no Brasil em 1997, a multinacional ganhará aquele pedaço do subsolo brasileiro para explorar e será a dona do que ali encontrar. Já no sistema do governo Lula, de partilha, tudo que for encontrado será do povo brasileiro e a quem extrair o petróleo caberá, simplificando, uma comissão pelo trabalho.

Essa riqueza toda pode dar ao país educação e saúde públicas de alta qualidade, por exemplo. Estradas, segurança, infra-estrutura… O pré-sal é o passaporte do Brasil e do seu povo para o Primeiro Mundo. Não lhe parece bom demais para ser verdade, leitor?

Sim, como você intuiu, há um problema. Para variar, os piratas da nação, os autores da mesma privataria que, por exemplo, vendeu o subsolo brasileiro ao privatizar a Vale, agora querem vender a Petrobrás. Por isso, não existe limite para o que o PSDB, o PFL, a Globo, a Folha, a Veja e o Estadão poderão fazer para eleger José Serra."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dilma joga pra militância, com firmeza; Serra apanha: pedirá cabeça da petista?



por Rodrigo Vianna

“Apontado como “líder satanista” (na imunda boataria pró-Serra, que inundou a internet nas últimas semanas), Michel Temer (o vice de Dilma) foi quem analisou com mais calma e conteúdo o debate, numa entrevista rápida ainda dentro do estúdio da “Band”: a atuação da Dilma “vai jogar nas ruas a militância”.

O debate foi isso. Audiência baixa, cerca de 3 pontos. Quem tava acompanhando? O público mais ligado em política – dos dois lados. Dilma falou pra militância. E acho que surpreendeu positivamente a todos." [continua... clique aqui].

domingo, 10 de outubro de 2010

Desmonte de uma falácia

por Dom Demétrio Valentini *

"A questão do aborto está sendo instrumentalizada para fins eleitorais. Esta situação precisa ser esclarecida e denunciada.

Está sendo usada uma questão que merece toda a atenção e isenção de ânimo para ser bem situada e assumida com responsabilidade, e que não pode ficar exposta a manobras eleitorais, amparadas em sofismas enganadores.

Nesta campanha eleitoral está havendo uma dupla falácia, que precisa ser desmontada. Em primeiro lugar, se invoca a autoridade da CNBB para posições que não são da entidade, nem contam com o apoio dela, mas se apresentam como se fossem manifestações oficiais da CNBB.

Em segundo lugar, se invoca uma causa de valor indiscutível e fundamental, como é a questão da vida, e se faz desta causa um instrumento para acusar de abortistas os adversários políticos, que assim passam a ser condenados como se estivessem contra a vida e a favor do aborto.

Concretamente, para deixar mais clara a falácia, e para urgir o seu desmonte:

A Presidência do Regional Sul 1 da CNBB incorreu, no mínimo, em sério equívoco quando apoiou a manifestação de comissões diocesanas, que sinalizavam claramente que não era para votar nos candidatos do PT, em especial na candidata Dilma.

Ora, os Bispos do Regional já tinham manifestado oficialmente sua posição diante do processo eleitoral. Por que a Presidência do Regional precisava dar apoio a um documento cujo teor evidentemente não correspondia à tradição de imparcialidade da CNBB? Esta atitude da Presidência do Regional Sul 1 compromete a credibilidade da CNBB, se não contar com urgente esclarecimento, que não foi feito ainda, alertando sobre o uso eleitoral que está sendo feito deste documento assinado pelos três bispos da presidência do Regional.

Esta falácia ainda está produzindo conseqüências. Pois no próprio dia das eleições foram distribuídos nas igrejas, ao arrepio da Lei Eleitoral, milhares de folhetos com a nota do Regional Sul 1, como se fosse um texto patrocinado pela CNBB Nacional. E enquanto este equívoco não for desfeito, infelizmente a declaração da Presidência do Regional Sul 1 da CNBB continua à disposição da volúpia desonesta de quem a está explorando eleitoralmente. Prova deste fato lamentável é a fartura como está sendo impressa e distribuída.

Diante da gravidade deste fato, é bem vindo um esclarecedor pronunciamento da Presidência Nacional da CNBB, que honrará a tradição de prudência e de imparcialidade da instituição.

A outra falácia é mais sutil, e mais perversa. Consiste em arvorar-se em defensores da vida, para acusar de abortistas os adversários políticos, para assim impugná-los como candidatos, alegando que não podem receber o voto dos católicos.

Usam de artifício, para fazerem de uma causa justa o pretexto de propaganda política contra seus adversários, e o que é pior, invocando para isto a fé cristã e a Igreja Católica.

Mas esta falácia não pára aí. Existe nela uma clara posição ideológica, traduzida em opção política reacionária. Nunca relacionam o aborto com as políticas sociais que precisam ser empreendidas em favor da vida.

Votam, sem constrangimento, no sistema que produz a morte, e se declaram em favor da vida.

Em nome da fé, julgam-se no direito de condenar todos os que discordam de suas opções políticas. Pretendem revestir de honestidade, uma manobra que não consegue esconder seu intento eleitoral.

Diante desta situação, são importantes, e necessários, os esclarecimentos. Mais importante ainda é a vigilância do eleitor, que tem todo o direito de saber das coisas, também aquelas tramadas com astúcia e malícia."

* Bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira

Ato por DILMA PRESIDENTE na Faculdade de Direito da USP

Colocando na balança

Manifesto dos Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional - consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste.

No geral, estamos dobrando de tamanho nossas Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.


Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Edu ardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF )
Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC
Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (FURG)
Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

E agora, Marina?


por Mair Pena Neto

"Nas primeiras eleições presidenciais pós-ditadura, em 1989, quando perdeu para Lula o direito de disputar o segundo turno contra Collor, Brizola, apesar do enfrentamento direto que teve com o petista na primeira fase do processo, não hesitou sobre que lado tomar. Foi quando cunhou a frase de que seria fascinante fazer a elite engolir o “sapo barbudo” e apoiou Lula, transferindo alguns dos milhões de votos que teve no primeiro turno.

Em um momento crucial para o país, que elegia seu primeiro presidente após 25 anos de ditadura, não havia meio termo. Ou se estava ao lado da candidatura das forças populares, naquele segundo turno, representadas por Lula, ou se estava com as elites e o “filhote da ditadura”, como Brizola, em mais uma de suas históricas tiradas, classificou Fernando Collor. Em toda a sua trajetória política, Brizola jamais teve dúvidas ideológicas. Principalmente, no momento das grandes decisões para a vida do país.

Agora, o Brasil volta a viver uma situação de encruzilhada. O segundo turno das eleições presidenciais terá o caráter plebiscitário que Lula quis apresentar desde o início. O que estará em jogo são dois projetos antagônicos. Um, representado por Dilma Rousseff, baseado no fortalecimento do Estado e na sua capacidade de promover o crescimento com redução das desigualdades. O outro, personificado por José Serra, pró-mercado, privatista, que entende o Estado apenas como gerente e não vê sentido em programas sociais de grande alcance, como o Bolsa Família.

Novamente, não há meio termo ou terceira via. Ou é um ou é outro. É nesta hora que se pergunta se Marina Silva, responsável por levar a eleição ao segundo turno, terá a grandeza de Brizola, se irá se aproximar da direita, ou, pior ainda, se amiudará politicamente e tomará a posição conveniente e covarde da neutralidade.

Marina também está numa encruzilhada. Sua votação acima do esperado e não captada em sua verdadeira dimensão por nenhum instituto de pesquisa a alçou a um novo patamar político. E nesta nova condição, ela precisa tomar partido na completa acepção do termo.
A partir de sua decisão tomaremos conhecimento de quem é a Marina que sai dessas eleições. Se a seringueira forjada pela luta de Chico Mendes, a ex-militante histórica do PT e ex-ministra do governo Lula, que sempre participou das lutas populares ao lado das forças da esquerda, ou uma evangélica conservadora, apoiada num confuso discurso ambientalista, com mais aceitação no empresariado do que na população.

Marina, não há dúvidas, foi a maior beneficiária da sucessão de “escândalos” midiáticos e da exploração eleitoral nas últimas semanas de campanha da fé das pessoas, através da disseminação em púlpitos e pela internet de temores envolvendo aborto e união de homossexuais, onda que aproveitou sem maiores questionamentos.

Com o segundo turno, tem a oportunidade de mostrar que é bem mais do que isso e se posicionar no espectro político que sempre defendeu, comprometido com um Brasil socialmente mais justo. A neutralidade nesse momento é uma não tomada de posição e será entendida como preocupação exclusiva com um projeto político pessoal, em detrimento do que é melhor para o povo brasileiro."

Postado Por O Escrevinhador Em 5 de outubro de 2010 (10:50) Na Categoria Política

Vamo que vamo eleger a Dilma!!!!


Hoje, resolvi criar um blog. Para poder divulgar entre as pessoas desse universo que pouco conheço as minhas opiniões sobre o processo politico que o país está vivendo. Mais do que isto, resolvi participar mais ativamente da nossa vida política. Por isso, criei esse blog. Para emitir minhas opiniões mais explicitamente e em um espaço democrático, mas muito subaproveitado ainda, que é a internet.

Espero poder vir todos os dias e postar algo que li, comentar o que vi, discutir a vida política do país e, principalmente, fazer um trabalho de contra-informação. 

Por hoje, gostaria de postar o texto da Maria Rita Khel, que saiu ontem. Um texto muito lúcido, na minha opinião.

Maria Rita Kehl: A desqualificação do voto do pobre

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos.

por Maria Rita Kehl no O Estado de S.Paulo


"Este jornal (Estadão) teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos."

Via: http://www.vermelho.org.br/eleicoes2010/noticia.php?id_noticia=138413&id_secao=266