domingo, 19 de junho de 2011

II Colóquio do Centro de Pesquisas Margens


Depois de longo período sem postar no Blog em função de muito trabalho, volto agora convidando vocês para o evento do nosso Centro de Pesquisas Margens, organizado por mim e pela Professora Suzi Sperber.  O II Colóquio do Margens vai ocorrer na próxima quarta-feira, 22/06. O debate acontecerá sobre o tema "Linguagem e diferença social" e contará com a participação de dois renomados sociólogos brasileiros: Jessé de Souza e Rosane Alencar. Acho que vai ser bem bacana. Divulguem e apareçam!!!! 

A fala de Lula no encontro de blogueiros

Ontem, na abertura do 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, o ex-presidente Lula falou sobre a importância dos blogueiros como fonte de informações alternativas “Eu queria dizer que valeu a pena vocês, blogueiros, existirem, pois hoje o pobre tem mais acesso ao computador e logo terão acesso à internet. Daqui a pouco, seremos todos cidadãos livres e vamos deixar de ser um País de um pensamento único, que é aquilo que alguns poucos querem divulgado. Hoje os blogueiros são uma alternativa, uma possibilidade de que a sociedade participe das informações neste País. Que ela não fique refém deste ou daquele formador de opinião pública, mas que a sociedade possa formular sua própria opinião”

Lula lembrou que graças às mídias sociais a campanha de Dilma Rousseff foi um sucesso na internet. Daqui a pouco a gente volta a transmitir de lá, assim que superarmos os problemas técnicos que impediram a gente de postar mais cedo.


Fonte: www.tijolaco.com

Ruralistas matam dois por semana, mas o MST é que é violento...


Eles são os violentos...


Mais de 1600 assassinatos de lideranças ou militantes camponeses nos últimos 25 anos.

Em média, mais de um por semana.

E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.

Só nas últimas três semanas, seis mortes na Amazônia.
E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.

No último fim de semana, arrombamento da sede da CPT do Maranhão.
E o MST é “violento”, “fora da lei”, “radical”.

Duas semanas atrás, um líder quilombola, também no meu Maranhão querido, sofreu atentado a bala em sua casa.
E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.

Centenas de militantes e defensores de direitos humanos sofrem com ameaças de policiais, pistoleiros e da própria Justiça, como o advogado José Batista Gonçalves, condenado por fazer o seu trabalho de assessoria jurídica e tentar evitar conflitos que levassem pessoas à morte.
Leia também:

No 24 de maio passado, enquanto Sarney Filho anunciava com pesar o assassinato de José Cláudio, na tribuna da Câmara, os agroboys da Kátia Rebelo e do Aldo Abreu vaiavam nas galerias.

E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical” porque derruba pés de laranja.
Só no Pará, mais de 900 trabalhadores rurais ou apoiadores da luta campesina foram assassinados nos últimos 30 anos.

E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.
Em Pernambuco ou no Rio Grande do Sul, a Polícia Militar intimida (com bombas, sirenes e tiros), prende, espanca e tortura. Ou, simplesmente, executa. Como no Massacre do Eldorado dos Carajás.

E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.
Os movimentos propõem limite para latifúndios (existentes em muitos países “mudernos”) e atualização de índices de produtividade (defasados “apenas” em três décadas e meia) e o sabujo do Bóris Casoy lê editorial dizendo que a propriedade e o Estado de Direitos estão ameaçados no Brasil.

E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.
Tipo em Coqueiros, no Rio Grande do Sul, onde uma única fazenda ocupa 30% do município e gera 6 empregos, aí o MST ocupou várias vezes…

E é “violento”, “fora da lei”, “radical”.
A PEC que expropria terras onde existir trabalho escravo mofa há mais de década no Congresso Nacional, mas o Código da Motosserra que envergonha o Brasil no exterior é aprovado com folga em dois anos.

E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.
Mais de cinco mil pessoas de entidades e movimentos sociais que não aceitam a lei do latifúndio vivem e dormem com um ou dois olhos abertos, atentos a um tiro certeiro como bala que já cheira sangue.

E “os sem terra” é “violento”, “fora da lei”, “radical”.
Sem falar na ultra-esquerda (que, muitas vezes, fala para o próprio umbigo e para as paredes) que acusa o MST de ser governista ou recuado demais.

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Fonte: BrasiliaMaranhao